Por Fabrício Rezende, para a Visão Política Brasil

Em 2009, um relatório divulgado pelo Greenpeace acusou o governo brasileiro de financiar camufladamente a destruição da Amazônia, colaborando com meios e recursos destinados à criação de gado em áreas desmatadas ilegalmente. O Greenpeace relatou à época que houve um conluio entre o governo brasileiro (Luis Inácio Lula da Silva) e as grandes empresas do setor, pois estas recebiam empréstimos exorbitantes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Criou-se, dessa forma, uma espécie de “sociedade”, para a qual houve uma liberação de R$ 5,2 bilhões do BNDES. Todo esse conluio, sem nenhuma preocupação ambiental, seria para aumentar a parcela do Brasil no comércio global, de modo que o governo fornecia capital para a expansão da infraestrutura da criação de gado na região amazônica. A ONG ainda afirmou à época que os criadores de gado na Amazônia brasileira eram os maiores responsáveis pelo desmatamento no mundo, e que a expansão da criação de gado na Amazônia levariam o governo brasileiro a executar um corte de verbas no desmatamento, em 72% até 2018 (o que de fato ocorreu, porém, bem antes).

Foto reprodução + BBC BRASIL

“HISTORIA PARA BOI DORMIR”

Nesse mesmo relatório de 2009, o Greenpeace afirmou que grandes marcas internacionais, como Adidas, Reebok, Timberland, Geox, Carrefour, Honda, Gucci, IKEA, Kraft, Nike e Wal-Mart, estavam indiretamente ligadas à destruição da Amazônia, haja vista que compravam produtos da indústria da carne brasileira. Tal afirmação foi “endossada” pelo jornal The Guardian, que relatou em matéria que hipermercados britânicos estavam levando à rápida destruição da Floresta Amazônica, ao usar carne de fazendas responsáveis pelo desmatamento ilegal. A desculpa, esfarrapada, que não colou nem à época, também saiu em matéria no jornal Financial Times, onde diziam que a maioria das marcas citadas teriam contratos com exportadores brasileiros, mas que nele havia cláusulas exigindo que o gado não fosse originário da região amazônica. Ou seja, uma forma de “tirarem o corpo fora”.

A confirmação do corte nas verbas do desmatamento

Em 2015, Marcelo Leite, da Folha de São Paulo, fez um levantamento, pelo qual constatou que, em seu primeiro mandato, Dilma Roussef reduziu para R$ 1,78 bilhão as verbas destinadas ao desmatamento da Amazônia. Os dados foram obtidos pelo portal Infoamazônia, e o relatório foi apresentado pelo jornalista Gustavo Faleiros no dia 31/03/2015. Como previra o Greenpeace à época, o corte foi de 72%, cálculo baseado pela queda de investimento em relação ao governo anterior, que fizera um investimento de R$ 6,36 bilhão.

Foto reprodução – Bol -Uol

“A sujeira por debaixo dos panos”

À época, para justificar o corte de verbas, o MMA (Ministério do Meio Ambiente) apresentou dados, dizendo que o investimento foi diminuído devido à queda na manutenção, que se deu por conta de baixas taxas de desmatamento – ou seja, que seriam “desnecessários”. Informou uma queda de 83% nesse desmatamento, algo totalmente inconsistente, pois o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) registrava em seu sistema um salto de 215%, o que tornou o argumento do MMA (Ministério do Meio Ambiente) totalmente utópico, antagônico e incoerente. Em tempo, Mauro Oliveira Pires, que chegou a chefiar o combate ao desmatamento no MMA e ajudar na confecção do relatório, afirmou que “a política do desmatamento não poderia diminuir os gastos e nem a fiscalização ambiental”, mensagem para a qual o governo fechou os olhos descaradamente. Adriana Reis, do Instituto Socioambiental (ISA), ainda afirmou à época que o governo não estava preocupado em investir em atividades sustentáveis para uma efetiva mudança, e o baixo investimento comprovava isso de forma clara. Por essas e outras, ficou claro que governo não estava nem um pouco preocupado com a questão da preservação.

Os gritos de desespero não colam mais

As velhas mentiras caíram por terra, a esquerda não tem mais como negar a culpa sob o estado da floresta Amazônica. Os gritos de desespero e ofensas contra o governo, servem apenas para demonstrar a esquizofrenia coletiva, que fica mais nítida a cada dia.

Mas daí, a pergunta que não quer calar:
Por que os ativistas, socialistas e afins, estão gritando tanto contra o governo Bolsonaro?

Haja vista que o estrago começou no próprio governo Petista! Até mesmo o PSTU, em 2008, afirmara que a destruição da Amazônia estava crescendo sob o governo de Lula, e que a imprensa Internacional já dava indícios claros que o mundo todo estava de olhos voltados para Amazônia.

Por que só agora estão se preocupando com isso?

Foto reprodução – Los Angeles Times