Por Carla Pereira, para Visão Política Brasil

Calazans Fernandes diria: “As cifras da mídia marrom”

Paradoxalmente parafraseando a música da banda, Os Paralamas do Sucesso. “Bolsonaro falou, Bolsonaro avisou’.

FOTO REPRODUÇÃO – GOOGLE

PERGUNTAS…

De tanto exigirem fonte e provas de suas falas, o Presidente Jair Bolsonaro, ouvindo a mídia, ontem (26) pela manhã, apresentou uma relação de cinco jornalistas beneficiados em governos anteriores.

Tais jornalistas teriam recebido, em razão das palestras ministradas, valores oriundos de recursos públicos.
A primeira pergunta que nos impõe à análise é simples: algum ilícito há na percepção de tais valores? A resposta também simples seria um único, sonoro e monossilábico: NÃO, caso não se esbarrasse nos princípios que norteiam a administração pública e no conceito ético da ISENÇÃO que inspira o bom profissional de jornalismo.

Percorrendo o rol de valores pagos aos respectivos profissionais de imprensa:R$ 375,00 mil (Merval Pereira);R$ 330,00 mil (Cristiana Lobo), R$ 284,450,88 (Samy Dana);R$ 270 mil (Guialina Morrone)e R$ 225,00 (Pedro Doria),impõem-nos questionar: – o mercado estaria disposto a pagar tais valores por palestras ministradas?

– então por que o setor público foi tão generoso? – é crível que o Estado, enfrentando crise econômica, pudesse abrir mão do bom senso em fazer uso racional do dinheiro do povo, conforme previsto na 1- LRF? 

E, em relação à iniciativa privada, – por um único evento, quanto estaria, então, disposta a pagar? 8mil, 10mil, 15mil… 17mil?

Se ativermos, por exemplo, ao valor total percebido por Pedro Doria: de 225 mil reais, concluiremos que tal montante corresponderia ao trabalho mensal de um executivo que percebesse algo não superior a R$ 17,4mil.

Mas deixemos de lado o valor percebido e passemos para a postura isenta que livra o profissional de se sentir preso, em razão de possíveis vínculos de gratidão, com a veiculação da notícia:

– Até que ponto a verdade estaria comprometida? – Até que ponto a isenção – no ato de veicular a verdade por trás dos fatos – não espelharia visão do generoso e perdulário Estado?

– Até que ponto fomos enganados e a verdade foi de maneira vil apresentada a nós, simples consumidores da “boa notícia”?

Diante do exposto, fatídicas perguntas se impõe, agora, a todo cidadão de bem: – que princípio moral o corte nas verbas destinadas à mídia, o atual Presidente da República desrespeitou? – é honesto o achaque midiático disparado contra Jair Bolsonaro e sua família?- o quanto a lisura no oferecimento de pretéritas informações foi comprometida?

Sabemos qual é a resposta certa, pois o sentimento ético se encontra sedimentado no coração de cada um de nós.

1 – LRF – LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL: Lei Complementar de número 101, de 4 de maio de 2000.

“Bolsonaro falou Bolsonaro avisou”…