Por Wander Fabrício Rodrigues, para Visão Política Brasil

Dos vinte e sete investigados, vinte e um nomes tornaram-se públicos. Por ordem alfabética, são eles:

André Ceciliano (PT) atual presidente da ALERJ, Átila Nunes (MDB), Benedito Alves Costa (PRB), Carlos Minc (PSB), Cel. Jairo (MDB), Dr. Deodalto (DEM), Eliomar Coelho (PSOL), Flávio Bolsonaro (PSL), Iranildo Campos (Solidariedade), João Peixoto (Democracia Cristã), Jorge Picciani (MDB), Luiz, Martins (PDT), Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), Marcia Jeovani (DEM), Márcio Pacheco (PSC), Marcos Abrahão (Avante), Marcos Muller (PHS), Paulo Ramos (PDT), Pedro Augusto (PSD), Tio Carlos (Solidariedade) Waldeck Carneiro (PT)

Reprodução de imagem – Print Screen – FONTE – Site Poder Judiciário – RJ

Nome por nome

No levantamento do Coaf, Elisângela Barbieri, assessora do presidente em exercício da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), foi constatada a movimentação de maior quantia. Entre janeiro de 2011 e julho de 2017, foram R$ 26,5 milhões.

Maria Teresa Avance de Oliveira, assessora do deputado Eliomar Coelho, do PSOL, ganhou R$ 87 mil em treze meses. No entanto, R$ 60 mil do salário dela foram direto para conta do chefe do gabinete, Eduardo Augusto Botelho.

Assessor do deputado Márcio Pacheco, do PSC, André Santolia da Silva Costa movimentou mais de R$ 1,7 milhão, também num período de treze meses. Do total, mais de R$ 640 mil vieram de contas ligadas a servidores da Alerj.

Ainda segundo o Coaf, o chefe de gabinete do deputado Pedro Augusto, do PSD, é o recordista em repasses. Ele recebeu depósitos de vinte um mil, de servidores da Alerj. Outro assessor, Sandro Rosário Soares de Sena, movimentou mais de R$ 1,3 milhões, em um ano e sete meses. Ele é chefe de gabinete parlamentar do deputado Pedro Augusto. De acordo com a relação do Coaf, foram R$ 161.729,00 tendo como origem transferências recebidas de pessoas físicas, inclusive funcionários da Alerj, e também de pessoas jurídicas. Além disso, ele próprio repassou dinheiro para funcionários da Casa.

Marcelo Donato Faria do Carmo, assessor parlamentar do deputado Iranildo Campos, do Solidariedade, usa o mesmo argumento. Ele transferiu R$ 75 mil para a colega de gabinete Katia Lima Rocha Machado da Silva, 65% de tudo o que ganhou em treze meses.

Fátima Souza Maranhão da Silva, do gabinete do deputado Coronel Jairo, do MDB, recebia R$ 1.611 por mês. E movimentou R$ 391 mil no período de um ano. Desse total, R$ 101 mil vieram de transferências de pessoas físicas, entre elas, dez servidores da Alerj.

Winston Soares de Melo, também assessor do deputado Coronel Jairo, recebia o salário de R$ 4.091. Mas movimentou R$ 486 mil. Nesse caso, o próprio Coronel Jairo transferiu para o assessor, a quantia de R$ 9,5 mil.

Marcelo Costa Barros Pose, assessor do ex-presidente da Alerj, Jorge Picciani, do MDB, que está em prisão domiciliar pela Operação Cadeia Velha, movimentou R$ 1,2 milhão em treze meses. Desse total, mais de R$ 100 mil foram depositados por pessoas físicas, incluindo 16 servidores da Alerj.

Alguns destes investigados estão cumprindo prisão domiciliar. Porém, a pergunta que fica no ar é:

Porque a mídia é tão enfática em relação a Fabrício Queiroz? Qual o jogo de interesse diante dessa divulgação massiva?